Pular para conteúdo

Projeto de Segurança Ofensiva

Pesquisa, Exploração e Validação de Vulnerabilidades em Ambiente Controlado


1. Objetivo do Projeto

Este projeto tem como objetivo desenvolver nos membros a capacidade de investigar um ambiente desconhecido de forma autônoma. Mais do que executar técnicas, esperamos que cada grupo aprenda a formular hipóteses, buscar informação por conta própria, testar abordagens e documentar o raciocínio — construindo a mentalidade de quem trabalha com segurança ofensiva na prática.

A Metasploitable foi escolhida por se aproximar de um ambiente real mal configurado, diferente de um CTF onde existe uma resposta certa esperando para ser encontrada. Aqui, o grupo decide o que explorar, como explorar e o que isso significa.

1.1 O que buscamos em cada grupo

  • Autonomia — o grupo deve ser capaz de decidir o que investigar sem depender de um roteiro fixo
  • Raciocínio documentado — mais importante do que encontrar a vulnerabilidade é explicar por que foram buscar aquilo e o que esperavam encontrar
  • Processo real — erros, tentativas frustradas e mudanças de direção fazem parte e devem estar no relatório
  • Comunicação técnica — o relatório deve ser legível por outro membro do SEC que não participou do projeto

2. Estrutura do Projeto

2.1 Parte 1 — Pesquisa de Vulnerabilidade

Antes de tocar na máquina, o grupo escolhe uma vulnerabilidade para estudar em profundidade. O objetivo não é decorar — é entender o suficiente para saber onde procurá-la e como reconhecê-la em um ambiente real.

O grupo deve ser capaz de responder:

  • Como essa vulnerabilidade funciona tecnicamente?
  • Em que tipo de serviço ou configuração ela aparece?
  • Como um atacante a identificaria em um ambiente desconhecido?
  • Qual o impacto real se explorada?
  • Existe algum caso real e importante relacionado? Se sim, qual e o que ele nos ensina?

Vulnerabilidades Sugeridas

Isso é um ponto de partida — o grupo é livre para buscar, documentar e explorar outras vulnerabilidades que desejar, mas sugerimos fortemente que sigam as opções abaixo por estarem disponíveis na Metasploitable.

  • SQL Injection
  • Cross-Site Scripting (XSS)
  • Command Injection
  • File Inclusion (LFI/RFI)
  • Directory Traversal
  • FTP Anonymous Login
  • Weak Credentials
  • Telnet Insecure Login
  • SMB Misconfiguration
  • Cronjob Misconfiguration
  • PATH Hijacking

⚠️ Importante: conhecer onde a vulnerabilidade existe não significa saber explorá-la. O trabalho de pesquisa deve preparar o grupo para raciocinar sobre o problema, não apenas executar um exploit pronto.


2.2 Parte 2 — Reconhecimento da Metasploitable

O grupo tem acesso à máquina e começa a investigar sem roteiro fixo. A pergunta central é:

"O que esse servidor está expondo e o que isso significa?"

Nessa etapa deixamos de lado temporariamente a vulnerabilidade estudada — em um ambiente real nunca sabemos por onde começar, e é exatamente essa habilidade que queremos desenvolver. O objetivo é que o grupo explore, questione e documente o raciocínio por trás de cada decisão — por que escolheram investigar determinada porta, serviço ou configuração.


Configuração do Ambiente

Antes de começar, cada grupo deve configurar a Metasploitable localmente seguindo o tutorial oficial do InsperSEC:

🔗 Tutorial de instalação da Metasploitable

A VM deve estar rodando em pelo menos um notebook do grupo. Toda a exploração ocorre nesse ambiente controlado — nenhuma técnica deve ser aplicada fora dele.


Reconhecimento Inicial

Em um pentest real, o reconhecimento é o que separa um atacante que age às cegas de um que age com estratégia. Como ponto de partida, o grupo deve buscar e documentar as seguintes informações:

  1. Informações do sistema — OS, versão do kernel, arquitetura
  2. Usuários, grupos privilegiados e sessões ativas
  3. Serviços em execução e portas abertas
  4. Binários SUID/SGID e capabilities configuradas
  5. Permissões sudo e cronjobs ativos

⚠️ Importante: não basta listar o que foi encontrado — o relatório deve explicar o que cada informação significa e quais caminhos ela abre para as próximas etapas. Um dado sem análise não tem valor em segurança ofensiva.


Escalada de Privilégios

Com o reconhecimento concluído, o grupo agora tem informações suficientes para pensar estrategicamente. O próximo passo é identificar e documentar 3 formas distintas de escalar privilégios dentro do sistema.

Para cada forma encontrada, o relatório deve conter:

  • Vetor identificado — o que foi encontrado e por que chamou atenção
  • Raciocínio — como o grupo concluiu que aquilo era explorável
  • Execução — prints dos comandos utilizados e resultado obtido
  • Impacto — o que um atacante real conseguiria fazer com esse acesso

💡 Dica de mentalidade: as informações coletadas no reconhecimento inicial são o seu mapa. Binários SUID, cronjobs mal configurados, permissões sudo indevidas — tudo isso são pistas, não respostas prontas. O trabalho do grupo é conectar os pontos.

⚠️ Importante: não é necessário explorar as 3 formas com sucesso — uma tentativa bem documentada e analisada tem mais valor do que um resultado sem explicação.


2.3 Parte 3 — Aplicação da Vulnerabilidade

Chegou o momento de ligar os pontos.

Com o conhecimento construído na pesquisa teórica e a visão real do sistema obtida no reconhecimento, o grupo agora tem as ferramentas para responder a pergunta mais importante do projeto:

"A vulnerabilidade que estudei existe na Metasploitable — e consigo explorá-la?"

Essa etapa é o fechamento natural de todo o processo. O grupo deve encontrar e explorar dentro da própria Metasploitable a vulnerabilidade pesquisada na Parte 1 — não se trata de executar um exploit encontrado na internet, mas de aplicar o raciocínio desenvolvido ao longo do projeto para identificar, confirmar e explorar a vulnerabilidade no ambiente real da VM.


O que esperamos

Para cada vulnerabilidade explorada, o relatório deve documentar:

  • Como foi identificada na Metasploitable — o que no reconhecimento levou o grupo até ela
  • Intuito — o que o grupo esperava conseguir antes de executar
  • Execução — prints dos comandos utilizados com contexto
  • Resultado — o que aconteceu, esperado ou não
  • Análise — o que isso significa no contexto real do sistema

⚠️ Importante: toda a exploração deve ocorrer exclusivamente dentro da Metasploitable rodando localmente. Nenhuma técnica deve ser aplicada fora desse ambiente controlado.

Deve ser exploradas no mínimo 1 vunerabilidade não relacionada diretamente com escalonamento de privilégios, com foco na vunerabilidade estudada na parte 1.

💡 Lembre-se: um resultado negativo bem documentado e analisado é tão válido quanto um exploit bem-sucedido. O que não tem valor é executar sem entender.


3. Conclusão e Entregável Final

O entregável do projeto é um relatório único cobrindo todo o processo — do estudo inicial à exploração final. Mais do que um registro do que foi feito, o relatório deve contar a história do raciocínio do grupo: o que pensaram, o que tentaram, o que funcionou e o que não funcionou.


Estrutura do Relatório

1. Introdução Apresentação do grupo, da vulnerabilidade escolhida e da motivação pela escolha.

2. Pesquisa da Vulnerabilidade Documentação completa da Parte 1 — funcionamento técnico, contexto de aparição, impacto real e caso histórico relevante.

3. Reconhecimento da Metasploitable Documentação completa da Parte 2 — informações coletadas, análise de cada dado encontrado e raciocínio que guiou as decisões.

4. Escalada de Privilégios As 3 formas identificadas, com vetor, raciocínio, execução e impacto de cada uma.

5. Aplicação da Vulnerabilidade Documentação completa da Parte 3 — como a vulnerabilidade foi encontrada na Metasploitable, intuito, execução com prints e análise do resultado.

6. Conclusão Reflexão honesta sobre o processo — o que o grupo aprendeu, o que faria diferente e quais perguntas o projeto deixou em aberto.


Qualidade esperada no relatório

Um bom relatório no InsperSEC não é uma lista de prints com legendas. É um documento que outra pessoa da entidade consegue ler e entender completamente o que foi feito e por quê.

⚠️ Prints sem contexto não têm valor. Cada imagem deve estar acompanhada de explicação do intuito, do comando utilizado e do que o resultado significa.


4. Avaliação

Este projeto será avaliado pela qualidade do raciocínio documentado, não pela perfeição dos resultados. O que nos importa é o quanto cada grupo conseguiu avançar de forma autônoma — entender o que estava buscando, por que estava buscando e o que encontrou.

Não ligamos se: - O grupo não conseguiu explorar a vulnerabilidade com sucesso - O relatório foi escrito com auxílio de ferramentas com IA - O caminho percorrido teve erros e tentativas frustradas

Ligamos muito se: - O raciocínio por trás de cada decisão não está documentado - Os prints existem mas não há explicação do intuito e do resultado - O grupo executou comandos sem entender o que estava fazendo

⚠️ O projeto deve ser concluído até 06/05 antes das 23:59.

Como enviar: - Entrar no site https://www.jrtalents.com.br/talent
- Criar uma conta
- Entrar no desafio Projeto Red Team
- Anexar o pdf com a entrega do projeto